Praia do Pinho – Balneário Camboriú

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Ela foi a primeira praia do Brasil a ser oficializada para a prática do naturismo e, do gênero, é considerada a mais bonita do país e a quinta do mundo.



Mas muito se engana que para ir lá basta ir deixando a roupa pelo caminho: totalmente organizada, a Praia do Pinho tem regras rígidas que devem ser levadas muito a sério.

Lá, famílias inteiras praticam o naturismo, com pessoas de todas as idades em sua mais pura forma de liberdade.

Beleza e privacidade da Praia do Pinho deu origem ao naturismo no local

As ondas fortes e a água muito límpida chamam a atenção de quem chega na Praia do Pinho, cercada por costões e montanhas com vegetação nativa praticamente intocada que garantem ainda mais privacidade.

Foi justamente essa sensação de privacidade e de paraíso que fez com que, em meados de 1983, algumas dançarinas de uma casa de show próxima tirassem seus biquínis na praia.

O clima de tranquilidade e respeito fez com que alguns casais fizessem o mesmo, dando início à prática do naturismo.

Mas claro que nem tudo foi tranquilidade. O naturismo, na época ainda clandestino na Praia do Pinho, começou a incomodar o religioso pai de sete filhos que era proprietário das terras em frente à praia, que chegou a expulsar vários banhistas do local.

Aí mesmo é que a fama do lugar se espalhou, culminando com uma reportagem, em 1984, da hoje extinta Revista Manchete: “Todo Mundo Nu em Camboriú”, contava a repórter Talis Batista.

Imprensa deu visibilidade nacional à Praia do Pinho

Enquanto em Ipanema mentes vanguardistas ensaiavam os primeiros topless, na escondida Praia do Pinho privilegiados curtiam a natureza com ainda mais liberdade, apesar dos protestos do vizinho religioso.

A repercussão em âmbito nacional da matéria logo levou ainda mais naturistas à praia que, belíssima, era irresistível. Na época, o vizinho pai de sete filhos acabou percebendo que o que havia, na verdade, era uma grande oportunidade de negócio nas mãos.

Mudando radicalmente de atitude, Domingos Fonseca desistiu da perseguição e deu voz à máxima “se não pode com eles, junte-se a eles”.

Não, ele não se tornou um naturista, mas fez até melhor: pegou suas economias e construiu uma pousada e um restaurante e, no ano seguinte 1985, já havia pelo menos duas centenas de naturistas frequentando a Praia do Pinho, que passou a se tornar destino turístico até mesmo internacional, aumentando consideravelmente o número de estrangeiros, principalmente argentinos, que frequentavam o local.

Opiniões políticas ficam divididas, mas o bom senso prevalece

Como era de se esperar as opiniões políticas ficaram divididas entre os que viam a nova faceta da Praia do Pinho como um grande atrativo de recursos para o município e os que viam no naturismo apenas “pouca (ou nenhuma) vergonha”.

Chegou, inclusive, a haver prisão de 25 pessoas em ação conjunta das polícias civil e militar, mas a verdade é que a maioria da opinião pública e a imprensa defendiam a prática no local mostrando que as forças deviam ser voltadas para o combate a crimes e à violência que continuavam acontecendo na cidade e em outras praias, sem que nenhuma providência eficaz fosse tomada.

Assim, em 1986, os naturistas se orgnizaram, fundaram a Associação de Amigos da Praia do Pinho (AAPP) e pediram a oficialização do local para desfrute dessa filosofia de vida com privacidade, liberdade, conforto e respeito.

Foram estabelecidas regras normativas para a prática do naturismo e de preservação do ecossistema, e em 2006 foi fundada a ONG Naturistas Praia do Pinho.

Hoje a infraestrutura comercial pertence ao Complexo Turístico Praia do Pinho Ltda e compreende camping para 200 barracas, pousada, chalés, cabanas, bares e amplo estacionamento, considerada uma das melhores do país.

Normas organizam e mantêm a paz na Praia do Pinho

Se você não é adepto do naturismo, mas quer conhecer esse pequeno paraíso, tudo o que você tem a fazer é seguir algumas normas, da mesma forma que os naturistas.

Não, você não precisa tirar a roupa, há trechos em que você pode continuar vestido: são as chamadas “faixas de adaptação”, que vai até a entrada da pousada e do camping. Na areia, no entanto, a nudez deve ser total.

Lá, também, não há qualquer restrição quanto à orientação sexual de cada um, mas pede-se descrição já que a Praia do Pinho é frequentada por famílias inteiras, de crianças de colo a idosos.

Também não é permitido o registro de imagens sem a autorização expressa dos frequentadores, mesmo que a intenção seja fazê-lo de longe e a presença de animais também não é autorizada.


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